segunda-feira, 28 de julho de 2014

CALENDÁRIO - AGOSTO 2014

AGOSTO

06 – GIRA DE CABOCLOS E EXUS – 19:00 H      ( QUARTA-FEIRA )

13 – GIRA DOS CIGANOS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )

20 – GIRA DE PRETOS VELHOS E IBEJADAS– 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )

27 – SESSÃO DA ROSA BRANCA – 19:00 H       ( QUARTA-FEIRA )

29 - ARRUMAÇÃO DO TERREIRO, ESTUDO E DESENVOLVIMENTO. – SEXTA-FEIRA.


30 – Louvor aos Orixás, Homenagem a Obaluayê e Gira de Exus – 17:30 h ( SÁBADO )

As religiões afro conquistam a classe média

FONTE: http://www.geledes.org.br/religioes-afro-conquistam-classe-media/

Paula Rocha

Os cultos de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, atraem cada vez mais a população escolarizada do País

Em uma noite fria na cidade de São Paulo, um grupo composto por advogados, engenheiros, médicos e empresários se reúne em um salão amplo e bem iluminado no segundo andar de um prédio, na zona leste da capital. Vestidos de branco e carregando flores e velas, cada um deles está ali por motivos distintos, mas com um objetivo em comum: louvar os orixás – divindades africanas – e oferecer seus corpos como “casa” temporária para espíritos de caboclos e outras entidades. Esse ritual, ou “gira” na linguagem da umbanda, acontece quinzenalmente ao som de tambores e cânticos e sob a orientação do médium Rubens Saraceni, sacerdote umbandista. Além das profissões de prestígio dos frequentadores, outro detalhe chama a atenção: entre os mais de 200 médiuns, de ambos os sexos, presentes naquela noite, apenas três eram negros. A superioridade branca desse terreiro é um sintoma da nova composição de fiéis das religiões afro-brasileiras. Antes frequentados majoritariamente por pessoas de origem humilde, baixa escolaridade e negros – grupo ligado à origem desses ritos –, os cultos de matriz africana, como a umbanda, o candomblé e a religião dos orixás (leia quadro com as características de cada religião na pág. 53), conquistam cada vez mais a classe média branca e escolarizada do País. Segundo os últimos dados do IBGE, 47% dos adeptos das religiões afro no Brasil são brancos e 13% do total de fiéis tem nível superior completo – índice acima da média nacional, de 11%.

A advogada Flora de Almeida, 29 anos, é o retrato desse crescente tipo de devoto. Criada por pais católicos não praticantes, ela sempre sentiu falta de professar uma religião. “Mas não me sentia à vontade em instituições cheias de dogmas e regras nas quais não acredito”, diz Flora. Em 2012, enquanto enfrentava o término de um relacionamento amoroso, ela decidiu buscar apoio na umbanda, fez um curso e começou a trabalhar em um terreiro. Meses depois, no entanto, conheceu o candomblé e se apaixonou. Hoje ela é “filha” do sacerdote Armando de Ogum e ainda está assimilando os conceitos de sua nova fé. “É como se eu voltasse a ser criança. Tenho que aprender tudo do zero, e é um aprendizado muito bonito. Fui acolhida dentro de uma família”, diz.

As religiões de matriz africana chegaram ao Brasil entre os séculos XVI e XIX, trazidas pelos escravos, alguns deles sacerdotes, que eram traficados para cá. Como, naquela época, a única religião aceita no País era o catolicismo, os devotos dos orixás tiveram que se comportar como cristãos, frequentando ritos e cultuando santos católicos. Dessa mistura entre tradição africana e influência europeia nasceu o candomblé – que une a devoção aos orixás com conceitos da religião católica –e posteriormente a umbanda, misto de culto aos orixás, com preceitos kardecistas e crenças indígenas. “As religiões afro-brasileiras nasceram marginalizadas e, ao longo do tempo, foram estabelecendo laços com pessoas influentes, que ajudavam a diminuir o preconceito na sociedade em geral”, diz Reginaldo Prandi, professor-sênior do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro “Mitologia dos Orixás”. “As pessoas de classe média e alta já vêm se integrando aos cultos afro há muito tempo, mas são discretas devido às suas posições sociais”, conta o sacerdote Rubens Saraceni. “Mas essa integração, principalmente à umbanda, cresce cada vez mais.”

Na esteira do aumento do grau de instrução dos fiéis das religiões afro surgiram escolas e cursos de umbanda e candomblé, que ensinam os conceitos teológicos por trás das atividades praticadas nos centros religiosos. Já existe até uma faculdade de teologia umbandista reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), a Faculdade de Teologia Umbandista (FTU). Outro setor que prospera com a inserção dos mais abastados nos cultos de matriz africana é o do comércio de artigos afro. Só a loja Mãe África, considerada a maior do País, oferece mais de dois mil itens em 340 m2 de área – o mais caro deles, uma peça em bronze que reproduz uma rainha iorubá (grupo étnico africano), custa R$ 15 mil. “A ideia de que as religiões afro são coisa de gente pouco instruída ou pobre está totalmente errada”, diz Prandi. “Hoje, a camada mais pobre do Brasil, a base da pirâmide, é, em sua maioria, evangélica.”

Nascida em uma família de classe média católica e com ascendência oriental, a empresária Juliana Ogawa, 37 anos, presenciou de perto a mudança no perfil dos fiéis afro. Aos 13 anos, levada por um tio, ela procurou a umbanda pela primeira vez, atrás de uma cura ou explicação para as dores de cabeça que sentia constantemente, e que não foram diagnosticadas. Durante os sete anos seguintes, ela se dedicou à religião, descobriu-se médium, mas abandonou os rituais, procurou outras formas de exercer sua espiritualidade e só voltou para a umbanda em 2009. “Antes, era raríssimo encontrar alguém com ensino superior. Hoje, todas as pessoas da casa que frequento têm terceiro grau completo”, conta Juliana. Assumir sua opção religiosa, no entanto, não é mais fácil atualmente do que há duas décadas. “O preconceito ainda existe e parece até pior do que antes, por conta do avanço dos evangélicos neopentecostais, que são contra os cultos afro”, diz ela. “Os neopentecostais tratam as religiões de matriz africana como inimigas e esse intenso combate contribui para a evasão dos mais humildes”, acrescenta Prandi.

Os novos fiéis de classe média, por sua vez, fazem questão de não esconder sua religiosidade. Caso do médico Rogério Pascale, 38 anos, seguidor da religião dos orixás há sete anos. Toda vez que cumprimenta o Babá King, sacerdote do Templo Oduduwa, em Mongaguá (SP), o clínico geral se ajoelha e encosta a testa no chão, em sinal de reverência, mesmo que esteja dentro do hospital em que trabalha. “Nessa religião não há julgamento e respeitamos as pessoas pelo que elas são”, diz Pascale. “Aqui não importa quem ganha mais ou menos. Somos todos iguais.”


AGRADECIMENTOS

Agradecemos a todos os membros e amigos da Irmandade Umbandista Luz de Aruanda pela presença no 'Arraiá da Amizade'. A festa foi um sucesso, imperando a descontração e o clima de família que reina na IULA. Nosso muito obrigado!!!!












sexta-feira, 4 de julho de 2014

ARRAIÁ DA AMIZADE 20 DE JULHO DE 2014



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terça-feira, 1 de julho de 2014

CALENDÁRIO DAS SESSÕES DE JULHO 2014

JULHO

Neste mês não teremos a gira da primeira quarta-feira.
07/07 – CORRENTE DE DONA MARIA MOLAMBO – 19 H ( SEGUNDA )

09– GIRA DO POVO DOS CIGANOS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
16 – GIRA DE PRETOS VELHOS E IBEJADAS– 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
23 – SESSÃO DA ROSA BRANCA – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )

25 - ARRUMAÇÃO DO TERREIRO, ESTUDO E DESENVOLVIMENTO. – SEXTA-FEIRA.

26 – Louvor aos Orixás, Homenagem a Nanã e Gira de Exus – 17:30 h ( SÁBADO )

terça-feira, 24 de junho de 2014

ALTERAÇÃO NO CALENDÁRIO!!!!!!!!

   
       AVISAMOS A TODOS OS NOSSOS FILHOS E AMIGOS, QUE POR CONTA DO JOGO DA SELEÇÃO, NO SÁBADO, NOSSA GIRA EM HOMENAGEM A XANGÔ FOI TRANSFERIDA PARA SEXTA-FEIRA, 27/06/2014, ÀS 20H. CONTO COM A PRESENÇA DE TODOS E PEÇO QUE AVISEM AOS SEUS CONHECIDOS QUE FREQUENTAM A I.U.L.A.


terça-feira, 3 de junho de 2014

CALENDÁRIO DAS SESSÕES DE JUNHO 2014

04 – GIRA DE CABOCLOS E EXUS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
 14 – FESTA EM HOMENAGEM AOS EXUS. 17:30H (SÁBADO)
 18 – GIRA DE PRETOS VELHOS E IBEJADAS– 19:00 H(QUARTA-FEIRA )
25 – SESSÃO DA ROSA BRANCA – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
27– Louvor aos Orixás – Homenagem a Xangô – 20 h ( SEXTA-FEIRA )

segunda-feira, 5 de maio de 2014

CALENDÁRIO - SESSÕES DE MAIO - 2014


07 – GIRA DE CABOCLOS E EXUS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
12 - ARRUMAÇÃO DO TERREIRO, ESTUDO E DESENVOLVIMENTO. – SEGUNDA-FEIRA
13 – GIRA FESTIVA DOS PRETOS VELHOS – 19:00 H ( TERÇA-FEIRA )

21 – SESSÃO DA ROSA BRANCA– 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )

23/05 - ARRUMAÇÃO DO TERREIRO, ESTUDO E DESENVOLVIMENTO. – SEXTA-FEIRA.
24/05 – Louvor aos Orixás e Festa em homenagem ao Povo Cigano – 17:30 h ( SÁBADO )


Neste mês não teremos sessão de caridade de ciganos, devido a festividade Cigana e a sessão da Rosa Branca foi antecipada.

terça-feira, 1 de abril de 2014

CALENDÁRIO SESSÕES DE ABRIL



02 – GIRA DE CABOCLOS E EXUS – 19 H (QUARTA-FEIRA )
09 – GIRA DOS CIGANOS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
16 – GIRA DE PRETOS VELHOS E IBEJADAS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
19 – ALELUIA – GIRA DE EXUS – 17:30 – (SÁBADO)

23 – PROCISSÃO DE SÃO JORGE E FESTA DE OGUN.– 15:00 H ( QUARTA-FEIRA )

segunda-feira, 10 de março de 2014

OGUM - CAVALEIRO DE UMBANDA

 
     
      Sincretizado como São Jorge, no Rio de Janeiro e São Paulo e como Santo Antônio, na Bahia, Ogun é com certeza o Orixá masculino de maior expressão na lembrança dos brasileiros. No Rio de Janeiro o sincretismo com São Jorge é tão forte, que mesmo simpatizantes reverenciam ao santo católico e ao Orixá dos mitos africanos como uma só entidade. O sincretismo é válido, teve toda sua importância histórica, mas é importante, mesmo que gostemos do mártir católico, entendermos que Ogun é Ogun e São Jorge é São Jorge, ou como dizia uma sábia e espiritualizada mãe no santo: " São Jorge é tão lembrado nos festejos de Ogun que com certeza, como espírito de luz, trabalha dentro desta corrente guerreira do astral superior."
      Nos candomblés Ogun veste-se do Mariwo, folhas do dendezeiro e predomina nas cores azulão e também o verde, para algumas qualidades. Nos cultos de umbanda, para a grande maioria das casas, Ogun vibra nas cores vermelho ou vermelho e branco, e até vermelho, verde e branco. O vermelho dentro da umbanda traduz a força guerreira do Orixá e também a ligação ao sincretismo que popularizou Ogun dentro do culto. Ogun se faz presente nas giras de Umbanda manifestando sua energia através de seus inúmeros falangeiros, bem conhecidos pelas casas espiritualistas: Ogun Beira Mar, Ogun Iara, Ogun Rompe Mato, Ogun 7 Ondas, Ogun 7 Espadas, Ogun Megê, Ogun de Ronda, entre outros espíritos de luz que trazem a força do Orixá.
      Ogun é a força do guerreiro que luta pelos seus objetivos. É a força presente em cada trabalhador que luta para por o pão de cada dia em sua mesa, a luta pelo sustento, pela sobrevivência de sua família. Ogun rege também a agricultura, atividade de força, onde ferramentas inúmeras são aplicadas, somadas ao "suor" humano para que os grãos de leguminosas que sustentam nossa matéria, possam chegar às nossas mesas. Ogun rege os caminhos, as estradas, os trilhos, onde todos nós temos que passar para chegar a um destino, a um objetivo ou até mesmo para nos comunicarmos. Ogun é representado pelo ferro, metal forte, do qual inúmeras armas e ferramentas são moldadas para o trabalho e progresso da humanidade, por isso a bigorna é um de seus símbolos. As espadas representam a energia guerreira de Ogun, pronta a defender todos aqueles que tem fé, em Ogun, ou em um ideal de vida.
      Dentro das casas de umbanda que se utilizam de oferendas é comum vermos ser ofertados para Ogun, mangas espada, inhames do norte, grãos de feijão, cerveja branca e velas vermelhas e brancas.
      Que o Orixá Ogun, que brevemente será festejado em todas as Tendas de Umbanda, possa abençoar-nos rumo ao progresso de mentes e que dessa forma, possamos ser guerreiros da paz!

GIRA FESTIVA EM HOMENAGEM A OGUM


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

UMBANDISTAS E CARNAVAL


      Resolvi escrever este pequeno artigo depois de, por vários anos, filhos no santo e simpatizantes da religião me questionarem o porquê dos terreiros de Umbanda possuírem rituais e sessões específicas de preparação para o carnaval. Pois bem, para entender estes ritos, precisamos retornar a origem da festa e compreender as missões do trabalho de Umbanda.
      O carnaval surgiu na Grécia, em meados dos anos 600 a 520 antes de Cristo. Nestas festas os gregos faziam seus cultos em agradecimento aos Deuses, pela fertilidade e produção do ano. Passou a ser adotado pela Igreja Católica nos anos 590d.C, como um período de "adeus a carne", antecedendo a quaresma, período de jejum cristão, penitência e meditação. O termo veio do latim "carna vale"
      Cada grande comunidade do velho mundo, preparava o carnaval a seu modo, com seus costumes e maneiras de festejar. A cidade de Paris foi grande exportadora do modelo de carnaval que temos hoje, com fantasias, desfiles e comemorações. Com o passar do tempo, nos festejos de carnaval passaram a prevalecer uma exaltação desmedida e desenfreada ao sexo promíscuo, a bebidas alcoólicas e até mesmo as drogas, especialmente em nosso país. E é nessa questão que a Umbanda, bem como outras religiões procuram preparar seus fiéis para este período.
      Filhos de Umbanda não são proibidos de participarem de festas carnavalescas. Em nosso meio impera a máxima do 'livre arbítrio' e da consciência de nossos atos. Contudo vale refletir que todas essas ações exageradas carnais vão atrair, em um ciclo perigoso, espíritos afins, espíritos que ao invés da alegria festeira se alimentam das desgraças causadas pelos excessos irresponsáveis tão comuns no carnaval. E eles estarão agindo sem freios, pois a maioria das mentes e corpos estarão voltados para os prazeres excessivos, desligados do divino e da espiritualidade. Por tanto o aconselhável é que saibamos "curtir" sem perder nossos valores morais e espirituais.
      Então entra em ação nossas proteções, especialmente nossos guardiões Exus, protetores na luz e nas sombras. É comum casas que trabalham com oferendas, a fazerem para Exus neste período, para que seus filhos sejam protegidos nas viagens, nas festas, em suas casas, em suas vibrações. Casas que não utilizam oferendas, realizam suas giras, suas emanações na linha dos Guardiões, invocando da mesma forma a proteção de Exu, afim de que Exu sempre caminhe à nossa frente, gire as nossas ruas afastando de nossos caminhos os perigos carnais e espirituais, tão acentuados nesta época e constatados nos noticiários.
      Mas de tudo isso vale lembrar que não existe proteção mais segura do que o "orai e vigiai", isto é , nossas mentes precisam estar seguras, emanando e atraindo positividades apenas e nossa responsabilidade deve estar a frente de nossos desejos e instintos. Isto porque ser médium de Umbanda exige compromisso, exige responsabilidade e exige disciplina.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

OKÊ ARÔ OXOSSI



 
      Alguns textos aqui do blog falam sobre o Orixá Oxosse e seus falangeiros na umbanda. Comidas ritualísticas, preces, entre outras características. Neste texto decidi escrever ou tentar descrever o que sinto quando falo em Oxosse.
      Oxosse é um dos Orixás do panteão Nagô que melhor representa o que é belo, o que é harmônico e o que é vigor. Oxosse é a beleza das matas, das florestas, do colorido brilhante da vegetação e das estampas perfeitas que cada animal selvagem possui. Oxosse é a harmonia que sustenta a vida da natureza, é o equilíbrio que mantém as relações entre as várias formas de vida. Oxosse é o vigor e a energia que provêm das matas e alimenta nosso corpo, mente e espírito.
      Oxosse é muito bem representado pelos nossos Caboclos na Umbanda, espíritos que já encarnaram como nativos(em sua maioria) e viviam em perfeita harmonia com a mãe natureza.
      Oxosse é a mesa farta após o suor do trabalho. É a alegria inexplicável de acordar ao som do canto dos passarinhos. É o vigor que preenche a cada um de nós, quando estamos em harmonia com nossa matéria e espírito.
      Oxosse é o colorido das frutas, a leveza de um dia alegre, o sorriso sincero e a força guerreira. É a liberdade expressa no voo das aves e em nós, todas as vezes que tomamos coragem.
      Ao observamos um filho ou filha de Oxosse vemos a alegria, a jovialidade, a coragem, o pensamento livre, o vigor, a presença divina dentro de nós, seres humanos.
      Que Oxosse(sincretizado como S.Sebastião no RJ e comemorado 20-01 pelas casas de Umbanda), através da força de todos os seus Caboclos possa preencher nossos corações de muita alegria e fartura de bons sentimentos! Okê Arô Pai Odé!
Adicionar legenda

sábado, 11 de janeiro de 2014


LOUVOR AOS CABOCLOS E OXOSSE


CONVIDAMOS A TODOS PARA A REABERTURA DOS TRABALHOS EM 2014, NA GIRA FESTIVA DE CABOCLOS E PAI OXOSSE.
A GIRA SERÁ NO DIA 25/01, ÀS 18 H EM NOSSA SEDE.
MAIORES INFORMES PELO TEL (21) 97642-2816 .

Feliz 2014


A família Luz de Aruanda deseja a todos os amigos e irmãos, um ano novo repleto das bênçãos de Pai Oxalá.

sábado, 5 de outubro de 2013

FESTA DE IBEJADAS

Gostaria de agradecer a todos os membros e amigos da casa que participaram da nossa festa das crianças, no último dia 28/9. A energia foi mágica, pura e radiante. Que as bênçãos de todas as Ibejadas possam cubrir nossos caminhos de alegria, renovando nossas energias a cada despertar do sol.



sábado, 21 de setembro de 2013

QUESTIONÁRIO PERFIL UMBANDA



Amigos e irmãos da Umbanda, peço que preencham o questionário abaixo, que faz parte de um trabalho de pesquisa sobre a religião. Nada político, apenas parte de um trabalho que será apresentado no Terreiro Vovó Catarina, em Mesquita - RJ, em comemoração ao dia da Umbanda.

É rapidinho. Favor clicar no link ou copiar e colar no navegador.


https://docs.google.com/forms/d/1SKij0Yb0syZ7C2kuVq6oimwP8VefQeYlhFqM9IwsxXQ/viewform

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Salve Ibejadas !


Ibeiji



Ibeiji, o único Orixá permanentemente duplo. É formado por duas entidades distintas e sua função básica é indicar a contradição, os opostos que coexistem. Num plano mais terreno, por ser criança, a ele é associado tudo que se inicia: a nascente de um rio, o germinar das plantas, o nascimento de um ser humano.
No dia de Ibeiji, 27 de setembro (o mesmo de Cosme e Damião, com quem são sincretizados), é costume as casas de culto abrirem suas portas e oferecerem mesas fartas de doces e comidas para as crianças, elevadas à condição de representantes na terra do Orixá.
Regem a falange das crianças que trabalham na Umbanda.

Características

Cor
Rosa e azul (branco, colorido)
Fio de Contas
Na umbanda azul e rosa. No Candomblé, contas e miçangas leitosas coloridas.
Ervas
jasmim, alecrim, rosa
Símbolo
Gêmeos
Pontos da Natureza
Jardins, praias, cachoeiras, matas...( as crianças vibram em todos os pontos da natureza )
Flores
Margaridas, rosa mariquinha, rosa cor de rosa.
Essências
De frutas
Pedras
Quartzo rosa
Metal
Estanho
Saúde
Alergias, anginas, problemas de nariz, raquitismo, acidentes
Planeta
Mercúrio
Dia da Semana
Domingo
Elemento
Fogo
Chakra
Todos, especialmente o Laríngeo
Saudação
Oni Beijada – “Ele é dois” ou “ Salve os dois “
Bebida
Guaraná (Suco de frutas, água de coco, água com mel, água com açúcar, caldo de cana)
Animais
Coelhos e animais de estimação.
Comidas
Caruru, doces e frutas.
Numero
2
Data Comemorativa
27 de Setembro
Sincretismo:
São Cosme e São Damião

Atribuições

Zelar pelo Parto e Infância. Promover o amor(união), a harmonia e o equilíbrio entre os sentimentos.

São a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza.
São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.
Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás, sendo extremamente respeitados pelos caboclos e pelos pretos-velhos.
É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. Ibeijada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.
No Candomblé, o Erê, tem uma função muito importante. Como o Orixá não fala, é ele quem vem para dar os recados do pai. Ainda no Candomblé, o Erê tem muitas outras funções, o Yaô, virado no Erê, pode fazer tudo o que o Orixá não pode, até mesmo as funções fisiológicas do médium, ele pode fazer. O Erê muitas vezes em casos de necessidade extrema ou perigo para o médium, pode manifestar-se e trazê-lo para a roça, pegando até mesmo uma condução se for o caso.
Na Umbanda mais uma vez, vemos a diferença entre as entidades/divindades. A Criança na Umbanda é  uma manifestação de um espírito cujo desencarne normalmente se deu em idades infanto-juvenis. São tão barulhentos como os Erês,  embora alguns são bem mais tranqüilos e comportados.
No Candomblé, os Erês, tem normalmente nomes ligados ao dono da coroa do médium. Para os filhos de Obaluaiê, Pipocão, Formigão, para os de Oxossi, Pingo Verde, Folinha Verde, para os de Oxum, Rosinha, para os de Yemanjá, Conchinha Dourada e por ai vai. 
As Crianças da Umbanda tem os nomes relacionados normalmente a nomes comums, normalmente brasileiros. Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Cosminho, etc...
As crianças de Umbanda comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas, os Erês do Candomblé além desses, comem frangos e outras comidas ritualisticas como o Caruru, etc...  Isso não quer dizer que uma Criança de Umbanda não poderá comer Caruru, por exemplo. Com Criança tudo pode acontecer.
Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessária muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida.
Os "meninos" são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as "meninas" são mais quietas e calminhas. Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc... Estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência.
Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente são atendidos de maneira bastante rápida. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a "brincadeira" (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão "engraçada" assim.
Poucos são aqueles que dão importância devida às giras das vibrações infantis.
A exteriorização da mediunidade é apresentada nesta gira sempre em atitudes infantis. O fato, entretanto, é que uma gira de criança não deve ser interpretada como uma diversão, embora normalmente seja realizada em dias festivos, e às vezes não consegamos conter os risos diante das palavras e atitudes que as crianças tomam.
Mesmo com tantas diferenças é possível notar-se a maior características de todos, que é mesmo a atitude infantil, o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas, como os quais fazem as festas nos terreiros, com as crianças comuns que lá vão a busca de tais brinquedos e guloseimas nos dias apropriados. A festa de Cosme e Damião, santos católicos sincretizados com Ibeiji,  à 27 de Setembro é muito concorrida em quase todos os terreiros do pais. 
Uma curiosidade:  Cosme e Damião foram os primeiros santos a terem uma igreja erguida para seu culto no Brasil. Ela foi construída em Igarassu, Pernambuco e ainda existe.
As festas para Ibeiji, tem duração de um mês, iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando a 25 de outubro, devido a ligação espiritual que há entre Crispim e Crispiniano com aqueles gêmeos, pela sincretização que houve destes santos católicos com os "ibejis" ou ainda "erês" (nome dado pelos nagôs aos santos-meninos que têm as mesmas missões.
Nas festas de ibeiji, que tiveram origem na Lei do ventre-Livre, desde aquela época até nossos dias, são servidos às crianças um "aluá" ou água com açúcar (ou refrigerantes adocicados no dia de hoje), bem como o caruru (também nas Nações de Candomblés).
Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.
Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles.

Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos.

MOVIMENTO UMBANDA DO AMANHÃ


http://www.mudaumbanda.com.br

O MUDA – Movimento Umbanda do Amanhã, é um movimento apolítico, formado por Casas Umbandistas, e que tem como principal objetivo divulgar a Umbanda, dirimindo quaisquer dúvidas ou mal entendidos que existam sobre essa religião.  

Não se trata de nenhum movimento codificador, vide que cada uma das Casas formadoras tem sua forma específica de praticar a Umbanda, mas sim um Movimento que procura resgatar o valor da Umbanda perante a sociedade, combatendo preconceitos e divulgando as premissas básicas da Umbanda. 

domingo, 15 de setembro de 2013

CALENDÁRIO SETEMBRO


SETEMBRO

04 – GIRA DE CABOCLOS E EXUS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
11 – GIRA DO POVO DOS CIGANOS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
18 – GIRA DE PRETOS VELHOS E IBEJADAS– 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
25 – SESSÃO DA ROSA BRANCA – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )

27 - ARRUMAÇÃO DO TERREIRO, ESTUDO E DESENVOLVIMENTO. – SEXTA-FEIRA.

28 – Louvor aos Orixás, Festa das Crianças Espirituais ( Ibejadas ) – 17:30 h ( SÁBADO )

terça-feira, 10 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

OBRIGADO PAI OBALUAYÊ


Já em setembro, com a sensação dos deveres cumpridos, agradecemos a Obaluayê por tanto abençoar-nos para que tenhamos sempre força, luz, inspiração e energia para compartilhar com todos que buscam o aconchego da IULA. Benção meu Senhor. Foto da gira festiva ocorrida em agosto.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

RÁDIO CLARIEA UMBNDA

TRANSMITIDA PELA WWW.RADIOCLAREIAUMBANDA.COM.BR
OU AQUI NO NOSSO BLOG MESMO.

COM PROGRAMAÇÃO AO VIVO, SEGUNDAS E QUINTAS-FEIRAS, ÀS 22H.



PARTICIPAÇÃO AO VIVO, COMENTANDO AQUI NESTE TÓPICO, AQUI EM BAIXO NO LINK COMENTÁRIOS OU PELO FACEBOOK, IRMANDADE UMBANDISTA LUZ DE ARUANDA, ATRAVÉS DO CHAT. CONTO COM VOCÊS. ATÉ LÁ...

sábado, 27 de julho de 2013

SALUBA NANÃ !

                

                Neste dia, 26 de julho, a Umbanda comemora e homenageia o Orixá Nanã ou Nanã Buruquê, como muitos a chamam. Nanã é sincretizada como Senhora Sant’Ana, a avó de Jesus, mãe de Maria, que a ensinou sobre o amor e as escrituras sagradas. Nanã representa a ancestralidade, e junto com Obaluayê, governa a Linha das Almas na espiritualidade.
                Nanã é Orixá sério e dócil, severa e paciente, é início e fim, barro e água. É Orixá antigo na África, onde também é associada a criação do mundo e dos seres. Nanã é responsável por orientar e cuidar dos nossos Karmas, moldando  nossas almas nos sucessivos encarnes e desencarnes que passamos. É mãe que nos acolhe de volta e nos modela, barro e água, corpo e espírito para novos trajetos.
                Nanã tem seus cultos originários das terras Daomé, onde é mãe de Orixás importntes nos candomblés de Jeji, como Obaluayê (SAPATÁ), Oxumaré (DAN) e Ossain (AGUÉ). É orixá que vibra na cor lilás, cor que estimula a transmutação rumo a evolução espiritual e que representa a sabedoria e a consciência mística. O número místico de Nanã na umbanda é o treze (13), o dia da semana é a segunda-feira e dentre suas principais ervas, podemos destacar o saião, a dama da noite, a quaresmeira e também o tapete de Oxalá. Pela ligação com Oxalá também vibra muito na cor branca. Seus símbolos são objetos de barro, além do ibiri, que é um objeto composto por vários feixes de palitos de dendezeiro, representando as  almas, sendo embaladas por Nanã, que as segura como filhos seus.
                Mãe Nanã também representa a chuva, que irriga toda a terra, enriquecendo-a para gerar mais vida; chuva também que arrasta os nutrientes do solo, nutrientes oriundos de partes mortas dos seres vivos, levando-os para servir de vida em outras terras. Nanã é a morte que reside no âmago da vida, que possibilita o renascimento.
Seus adeptos dançam com a dignidade que convém a uma senhora idosa e respeitável. Seus movimentos lembram um andar lento e penoso, apoiado num bastão imaginário.  Em certos momentos, viram para o centro da roda e colocam seus punhos fechados, um sobre o outro, parecendo segurar um bastão. Em determinada atribuição cuida dos mortos enquanto seus corpos se decompõem no lodo, se preparando para formarem novos seres. É Ela que nos protege contra feitiços e perigos de morte. 
                Nanã representa a ancestralidade, a perpetuação da cultura através do respeito aos mais velhos, portanto sua energia é avessa à tecnologia, ao metal e ao que é moderno. Seus filhos são sérios e dóceis; tendenciosos ao feitiço; lentos, resmungões e rabugentos, além de conservadores. Geralmente são muito ligados a religiosidade e a família.
                Nanã vibra nos manguezais, nas lagoas e nas águas subterrâneas dos poços, além dos cruzeiros das Almas. Os ímãs de trabalho para obrigações votivas são a água mineral, velas brancas ou lilás, flores brancas e lilás, além dos pratos descritos abaixo:
a)      Efó: folhas de mostarda ou taioba batidas com a colher de pau, refogadas com azeite, camarões secos e cebola.
b)      Omolocum de Nanã: omolocum de feijão branco, adornado com 4 ou 7 ovos em forma de cruz.
c)       Flor de Nanã: flor composta pelo miolo, feito de batata doce cozida e amassada com mel e as pétalas feitas de folhas de repolho roxo. Decora-se ainda com grãos de feijão preto e branco.
d)      Arroz da avó: arroz feito com beterrabas e repolho roxo, também podendo usar berinjelas; temperado com camarão seco, cebola e azeite.
e)      Bolinhos de Nanã: bolinhos feitos de batata doce cozida e mel, adornados em um prato de barro com folhas de cana-do-brejo. Usam-se 13 bolinhos.