domingo, 20 de janeiro de 2013

SARAVÁ OXOSSE



Divindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá, e um rabo de boi chamado Eruexim. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú.
Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição. É caçador, valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras. Está estreitamente ligado a Ogum, de quem recebeu suas armas de caçador.
Em algumas caracterizações, veste-se de azul-turquesa ou de azul e vermelho. Leva um elegante chapéu de abas largas enfeitados de penas de avestruz nas cores azul e branco. Leva dois chifres de touro na cintura, um arco, uma flecha de metal dourado. Sua dança sumula o gesto de atirar flechas para a direita e para a esquerda, o ritmo é "corrido" na qual ele imita o cavaleiro que persegue a caça, deslizando devagar, às vezes pula e gira sobre si mesmo. É uma das danças mais bonitas do Candomblé.
Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossãin, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos.
Segundo Pierre Verger, o culto a Oxossi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxossi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Os filhos consagrados a Oxossi foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Características

Cor
Verde (No Candomblé: Azul Celeste Claro)
Fio de Contas
Verde Leitosas (Azul Turquesa, Azul Claro)
Ervas
Alecrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Peregum (verde), Taioba, Espinheira Santa, Jurema, Jureminha, Mangueira, Desata Nó. (Erva de Oxossi, Erva da Jurema, Alfavaca, Caiçara, Eucalipto)
Símbolo
Ofá (arco e flecha).
Pontos da Natureza
Matas
Flores
Flores do campo
Essências
Alecrim
Pedras
Esmeralda, Amazonita. (Turquesa, Quartzo Verde, Calcita Verde)
Metal
Bronze (Latão)
Saúde
Aparelho Respiratório
Planeta
Vênus
Dia da Semana
Quinta-feira
Elemento
Terra
Chakra
Esplênico
Saudação
Okê Arô (Odé Kokê Maior)
Bebida
Vinho tinto (água de coco, caldo de cana, aluá)
Animais
Tatu, Veado, Javali. (qualquer tipo de caça)
Comidas
Axoxô – milho com fatias de coco, Frutas.(Carne de caça, Taioba, Ewa - feijão fradinho torrado na panela de barro, papa de coco e frutas.)
Numero
6
Data Comemorativa
20 janeiro
Sincretismo:
S. Sebastião.
Incompatibilidades:
Mel, Cabeça de bicho (nos sacrifícios e alimentos), Ovo
Qualidades:
Iboalama, Orè, Inlé ou Erinlè, Fayemi, Ondun, Asunara, Apala, Agbandada, Owala, Kusi, Ibuanun, Olumeye, Akanbi, Alapade, Mutalambo
Atribuições

Oxossi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.


As Características Dos Filhos De Oxossi

O filho de Oxossi apresenta arquetipicamente as características atribuídas do Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo.
Os filhos de Oxossi são geralmente pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir.
Fisicamente, os filhos de Oxossi, tendem a ser relativamente magros, um pou  co nervosos, mas controlados. São reservados, tendo forte ligação com o mundo material, sem que esta tendência denote obrigatoriamente ambição e instáveis em seus amores.
No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. Nada pior do que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador. Assim os filhos de Oxossi trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá. Quando em perseguição a um objetivo, mantêm-se de olhos bem abertos e ouvidos atentos.
Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do dia-a-dia. Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações, sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição.
Os filhos de Oxossi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.
Os filhos de Oxossi tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o sustento do seu grupo ou família. Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é estranho que, quem tem Oxossi como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. Quando isso acontece, dão preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam. Os filhos de Oxossi, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado radicalmente pelo segundo Orixá.
Gostam de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto, o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra.
São pessoas cheias de iniciativa e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades. Têm o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família. São generosas, hospitaleiras e amigas da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma.
O tipo psicológico, do filho de Oxossi é refinado e de notável beleza. É o Orixá dos artistas intelectuais. É dotado de um espírito curioso, observador de grande penetração. São cheios de manias, volúveis em suas reações amorosas, multo susceptíveis e tidos como "complicados". É solitário, misterioso, discreto, introvertido. Não se adapta facilmente à vida urbana e é geralmente um desbravador, um pioneiro. Possui extrema sensibilidade, qualidades artísticas, criatividade e gosto depurado. Sua estrutura psíquica é muito emotiva e romântica.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

ORAÇÃO AO CABOCLO SETE FLECHAS


Salve Zambi, Pai e Criador de todo o Universo! Salve Oxóssi, Rei da Mata e chefe de todos os Caboclos! Salve Seu Sete Flechas e sua falange guerreira!
Sete Flechas, baixai sobre nós um jato da vossa divina luz, iluminando os nossos espíritos para que possamos entrar em comunicação com esta centelha de luz divina que emana das vossas sagradas flechas, defendendo e amparando-nos neste mundo terreno. Salve as sete flechas que vos foi dada, espiritualmente, para defender-nos de todas as provas que não nos vem de Zambi.
Bendito seja Oxóssi que vos o colocou sobre o vosso braço direito a flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores; bendito seja Ogum, que colocou sobre vosso braço esquerdo a flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais; bendito seja Xangô que vos cruzou uma flecha em vosso peito para defender-nos das injustiças da humanidade; bendita seja a grande Mãe Yemanjá que colocou uma flecha em vossas costas para defender-nos das traições de nossos inimigos.
Bendito seja Oxalá que vos colocou uma flecha sobre vossa perna direita para cobrir os nossos caminhos materiais e a senda da espiritualidade, bendita seja as Santas Almas que vos botou uma flecha sobre vossa perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminando os nossos espíritos e defendendo-nos de todas as forças contrárias à vontade de Deus. Bendito seja os Ibejis que entregaram em vossas sagradas mãos a flecha do astral superior, para dar à humanidade a divina força da fé e da verdade. Zambi foi quem ordenou, os Orixás as flechas vos entregou. Com as forças das sete flechas, Seu Sete Flechas me abençoou.

CALENDÁRIO - ATIVIDADES JANEIRO E FEVEREIRO



JANEIRO

05 – REUNIÃO GERAL – 18 H ( SÁBADO )
25/01 – ARRUMAÇÃO DO TERREIRO, ESTUDO E DESENVOLVIMENTO. – SEXTA-FEIRA.(só médiuns)
26/01 – Festa em homenagem ao Orixá Oxosse e aos Caboclos – 17:30 ( SÁBADO )

FEVEREIRO

06 – GIRA DE CABOCLOS E EXUS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
20 – GIRA PRETOS VELHOS E IBEJADAS – 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )
27 – SESSÃO DA ROSA BRANCA– 19:00 H ( QUARTA-FEIRA )

22/02 – ARRUMAÇÃO DO TERREIRO, ESTUDO E DESENVOLVIMENTO. – SEXTA-FEIRA.(só médiuns)
23/02 – Louvor aos Orixás e Gira de Exus – 17:30 h ( SÁBADO )

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

CABOCLA JANAÍNA



A Linha das Águas compreende tanto as Caboclas de Iemanjá como as Caboclas de Oxum. As Caboclas dessa Linha são formosas, simpáticas e de extrema paciência. Assumem diversos nomes, como: Janaína, Iara, Inaê, Jandiara, Jandira, Jandaia, Indaiá, entre outros. Também temos Caboclos atuando nessa Linha... Mas, hoje, contarei apenas a história da Cabocla Janaína desta seara.
Janaína significa "Rainha do Lar". Ela nasceu na Tribo dos Goitacás, no litoral sul do estado do Espírito Santo. Eles eram índios pacíficos e felizes porque evitavam a guerra. Seu pai era um grande guerreiro e sua mãe uma grande tecelã. Viviam da caça e da pesca. Sua pele era queimada do sol da praia, onde gostava de passar horas apreciando o mar. Sabia nadar como um peixe e compreender a linguagem da natureza.
Quando a expedição Cabralina passou por suas praias ela foi uma das primeiras a avistar o navio e o homem branco. Apaixonou-se pelo que viu: eles pareciam deuses para ela... Janaína possuía olhos amendoados, longos cabelos negros e pele morena do sol. Seu corpo possuía boa forma e beleza. Por isso, chamou a atenção do homem branco, quando ele desembarcou próximo a sua aldeia. Ela correu avisar os chefes da Tribo e chamar os demais. Acompanhou de longe todos os contatos, mas não entendia o que eles falavam. Pelos sinais percebeu que tentavam se aproximar e fazer amizade. Deram presentes, que para ela eram desconhecidos: garfos, colheres, espelhos, colares... Mas, que pareciam tesouros! O que mais lhe chamou a atenção foi o espelho! Já havia se mirado nas águas de um lago, mas olhar-se num espelho, era mágico!
Os portugueses lhe deram um vestido e um adorno de cabelo e lhe mostraram como usar tudo aquilo. Ela se vestiu e se enfeitou e percebeu os olhares sobre ela. Nunca mais foi a mesma. Sentiu-se encantada com esse novo mundo. Sabia que existia muito mais do que ela conhecia. Foram vários meses de visita. Ela não tinha medo do homem branco e até apaixonou-se por um deles; ele era um dos imediatos do navio. Mas, ela já estava prometida em casamento.
Após dois anos de visitas contínuas, ela entregou-se ao rapaz, em meio a natureza. Dois meses depois estava grávida e o navio já estava de partida. Sua tribo era severa com traições. Seria mantida presa na oca até o nascimento da criança, a qual seria dada aos animais. Depois a prenderiam em um mastro no meio da tribo, com privações diversas sob o sol e a lua, até que contasse quem era o pai da criança. Em seguida seria expulsa ou morta com uma flechada no peito. Por conta disso, desesperou-se ao perceber que ficaria sozinha. Não tinha planejado nada daquilo, apenas aconteceu. Então, ao ver o navio partindo, atirou-se às águas e nadou o mais que pode para alcançá-lo. Queria pedir ao pai da criança que a levasse junto. Mas, suas forças enfraqueceram e afogou-se nas águas profundas... A Mãe d'Água compadecida, devolveu seu corpo à praia e quando a encontraram não entenderam o que aconteceu. A Tribo dizia que ela morreu por amor ao homem branco.
Depois que desencarnou seu espírito foi recolhido e ela soube o restante da história. O rapaz retornou a Portugal e nunca mais visitou o Brasil. E somente trinta anos depois os brancos voltaram a pisar em sua terra nativa. Os capixabas foram colonizados e os índios catequisados pelo Padre José de Anchieta. Foi convidada a trabalhar para auxiliar os índios que morreriam nos próximos anos devido à ocupação pelo homem branco. Foi então fundada a Colônia de Jurema, que começou a abrigar todos os nativos que morriam para preservar seu solo. Os séculos passaram e muita coisa aconteceu ao Brasil. Sua terra não era mais a mesma. Surgiu a Colônia de Aruanda e um novo trabalho se instalou e ela se tornou mais uma trabalhadora da Seara Umbandista no solo brasileiro.

Texto copiado do blog: http://umbandaempaz.blogspot.com.br/2012/03/cabocla-janaina-sereia-do-mar.html


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

LENDA DE MARIA PADILHA


A lenda de Maria Padilha

Maria de Padilha era uma jovem muito sedutora que foi viver no reinado de Castelacomo 


dama de companhia de D. Maria, mãe de D. Pedro I de Castela ( O cruel ). Sendo que esta 

moça tinha um tutor e este responsável e tio da bela donzela,que também era herdeira de 

sangue nobre, devido a influencia de seu pai na corte espanhola. A lenda conta que D. Pedro 

de Castela já estava noivo de D.Blanca de Bourbom, uma jovem pertencente a corte francesa

, que foi enviada para Castela para casar-se com D. Pedro porque este estava já para 

assumir o Reinado do pai, no ano 1350. D. Maria de Padilha e o Rei de Castela depois de


apresentados, fulminaram-se de paixão um pelo outro e mesmo as escondidas começaram 


um grande caso de amor, onde sabiam que jamais seria aceito pela família e tampouco pela

corte. D. Pedro I de Castela, não queria casar-se com D. Blanca de Bourbom, mas este 

casamento traria excelentes benefícios políticos para a corte Espanhola e Portuguesa. Dizem 

que Maria de Padilha, trabalhava na magia com um judeu cabalista e que este a ensinou 

muitas magias e através destas conseguiu dominar o Rei de Castela completamente. Conta a

história que ela foi uma das grandes responsáveis pelo o abandono ou morte de D. Blanca de

Bourbom pelo rei, digo abandono ou morte porque ainda é uma história muito confusa, alguns

 livros indicam que D. Blanca foi decapitada ao mando do Rei… outros apenas citam que ela 

foi abandonada por ele e devolvida a sua família na França por ele ter assumido seu amor por

 Maria de Padilha. Maria de Padilha de Castela, depois do sumiço de D. Blanca passou a 

viver com o Rei em seu castelo em Sevilha, palácio que foi construído e presenteado a Maria 

de Padilha pelo seu amado rei de Castela. Maria Padilha deu quatro filhos ao rei de Castela


sendo que o primogénito morreu em idade tenra. Ao contrario do que conta muitas histórias 


publicadas desta grande personagem, Maria Padilha morreu antes do Rei de Castela e este 

fez seu velório e enterro como de uma grande rainha, fez com que os seus súditos beijassem 

as mãos do corpo falecido por peste negra enterrou-a nos jardins do seu castelo. O Rei 

anunciou ao sei reinado que havia casado com D. Maria Padilha as escondidas e que queria 

que os seus filhos com ela fossem reconhecidos como herdeiros do trono e que a imagem de

Maria Padilha diante do povo fosse de uma Grande Rainha. Um ano mais tarde o rei veio a


casar-se de novo, mas nunca escondeu que o grande amor de sua vida tinha sido D. Maria 


Padilha, os contadores contavam que o feitiço lançado ao rei pela poderosa Padilha seria 

eterno!


Alguns anos depois o Rei de Castela veio a falecer pelas mão de seu meio irmão bastardo 


que acabou assumindo o seu posto de Rei de Castela… o corpo do rei deposto foi enterrado 

a frente da sepultura de sua Amada Rainha Padilha, onde foram construídas duas estátuas 

uma em frente a outra, para que mesmo na eternidade os amados nunca deixassem de olhar 

um pelo outro. Dizem que a entidade de Maria Padilha, na sua primeira aparição, foi em


uma mulata no tempo da corte de D. Pedro II no Brasil, onde esta mulata numa sessão de 


Catimbó recebeu uma entidade muito feiticeira e faceira que se apresentou como D. Rainha 

Maria Padilha de Castela e contou a sua história e que depois dela outras Padilhas viriam 

para fazer parte da sua falange.

POMBAGIRA SETE SAIAS

    
  Não sou muito adepto a histórias de entidades, pois sabemos que dentro de um nome há uma falange imensa de espíritos que se apresentam, cada qual com sua história, mas com missões e fundamentos muito semelhantes. Então a história de uma entidade, quando esta decide contar, é somente daquele espírito e não de todos que se apresentam com o mesmo nome. Mas algumas histórias são bonitas e alguns leitores apreciam, segue abaixo então, a história de uma das pombagiras que se apresentam como Dona 7 Saias.

Historia - Pomba-gira 7 Saias

      Sete Saias teve sua vinda ao mundo marcada por muito sofrimento. Já na sua infância se dá o início de sua aflição, pois ao nascer sua mãe falece por complicações durante o parto.
Desde então sofre constantes humilhações vindas de seu pai que passa a culpá-la pela morte da esposa que tanto amava.
Sete Saias cresce e com o passar dos anos crescem os aviltamentos e já moça passa a ser forçada a fazer todas as vontades do pai sendo mais uma serviçal do que uma filha.
Com seu pai Sete Saias movara em uma choupana afastada no lugarejo onde habitavam e por esse motivo não vê felicidade em seu futuro.
Acaba então a moça Sete Saias se relacionando com homens casados e ricos do povoado vendo ai sua única satisfação.
Mas a vida não lhe sorri pelos seus envolvimentos e pelo enredo de traições em que se envolve e as esposas traídas desejam o seu mal a ponto de desejarem apedreja-la.
Mas até aqui não se fala por que ela recebeu este nome: Sete Saias.

Segundo conta a lenda o motivo pelo qual tem este nome é que a moça tinha sete amantes. Assim, para cada amante ela usava respectivamente uma saia.
Estes amantes, encuimados entre si decidem transformar a vida da moça, trancando-a em um casebre afastado como modo de puní-la pela vida libertina que escolhera junto aos mesmos. É então obrigada a se alimentar de restos de vegetais que se encontravam no interior de seu carcere...
Com muito sufoco, e força de vontade de viver, derrubou uma parede velha do casebre feito de madeira. Rastejando pela fraqueza encontrou uma estrada próxima e nela passava uma caravana de ciganos que a acolheram e
cuidaram dela. Tornando-se uma bela moça, que acabou casando com o filho do chefe do clã dos ciganos. Este filho tornou-se um homem muito rico, ele recebeu o título de barão e provavelmente ela uma baronesa. E por vingança, queria voltar ao lugar que queriam
apedrejá-la. O marido apaixonado e fiel, fez a vontade da esposa, comprando o melhor e mais importante casarão daquele povoado. E assim, mandou convite a todos para um rico e
abundante baile de máscaras, para apresentar a mais nova baronesa daqueles tempos.

E Sete Saias desceu as escadarias do rico salão com a sua bela máscara e um maravilhoso vestido. E todos os seus inimigos a aplaudiram e reverenciaram sem saber quem era a misteriosa mulher, que seria revelada somente no fim da festa. Ela chamou a todos ao centro do salão, ainda com a máscara, os convidados já totalmente bêbados, ela retirou a máscara, revelando-se a todos. Os inimigos indignados por ser ela a mais rica baronesa da região a qual deviam respeito, começaram a condená-la, principalmente o seu pai, que no impulso começou a cobrar carinhos que ele nunca teve a ela. E no soar de palmas, entraram-se empregados ao salão, carregando enormes barris de óleol. E os convidados achando-se que fazia parte da cerimônia, ficaram aguardando os servos despejarem o óleo por tudo enquanto Sete Saias e seu marido saíram escondidos, incendiando todo o espaço, matando e vingando-se assim, de
todos os seus inimigos, chegando ao ponto de pedir a sua rica
charrete para parar em frente ao casarão e ver seus inimigos se
incendiando.

Suas últimas palavras aos seus inimigos foram:
" livrarei vocês dos seus pecados com o fogo!"

Beijando o seu esposo e seguindo a tua viagem.

Ela morreu com seus 78 anos.

História esta contada pela sua maior parceria Maria Padilha.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

YABÁS



A palavra yabá quer dizer “Mãe Rainha” e que na África era um título apenas atribuído aos Orixás Yemanjá e Oxum e que no Brasil se estendeu a todos os outros orixás femininos.  Senhoras misteriosas em seus fundamentos, ligadas muitas vezes as águas e fecundidade, entedê-las profundamente é como se nós quiséssemos conhecer todos os mistérios da vida e do surgimento da vida.  Crer na força das Yabás ou nas nossas chamadas “Mães de Cabeça” é como querer estar sempre amparado pela própria mãe carnal em si.  Tal como na família material onde muitas vezes a figura da mãe tem o papel mediador entre a postura educativa e mais séria do pai para com o filho, assim são essas sagradas mãezinhas.  Energeticamente falando, as Yabas são a metade feminina da existência; ou seja, não há procriação sem a presença do homem, muito menos da mulher.  Trataremos abaixo das nossas Yabás cultuadas na Umbanda. 
Oxum é a senhora das águas doces, cascatas e rios, desde a sua nascente até o seu encontro com o mar.  Senhora do ouro, do mel, da beleza, da vaidade feminina,  encanto e também do jogo de Ifá (jogo de búzios).  Oxum rege também a fertilidade devido a sua ligação ao óvulo liberado em cada ciclo menstrual.  É a responsável pelas artes culinárias, a qual segundo as lendas, “dobravam” as opiniões contrárias dos seus inimigos através do estômago.  Possui o título de Yialodê (ou “Senhora da Tribo”), ou seja, é a grande mãe que de todos toma conta, zela e protege.  Suas cores na umbanda são o amarelo, dourado ou azul claro em algumas casas.  Seu campo de atuação é o amor, as relações humanas, a comunicação, a sensualidade pelo encanto e pela beleza.  Suas obrigações devem sempre serem feitas em ambiente limpo (Oxum detesta poeira e sujeira), gosta de doces finos e frutas das mais variadas,  principalmente as ricas em caldo e sua comida mais ofertada, sem dúvida é o omolocum.
Yemanjá é a senhora dos mares e oceanos.  Dona do Ori, rege o casamento a vida em família.  Senhora também da etiqueta social.  Yabá bastante adorada em nosso país devido a grande extensão de praias e também do mar ser para alguns a sua única fonte de sobrevivência e sustento.  Suas cores são o azul, o branco e também o prateado.  Também gosta de espelhos tão  quanto Oxum por também estar ligada a vaidade, sendo que esta vaidade não é tão coquete e dengosa quanto a de Oxum, a vaidade de Yemanjá está mais ligada a vaidade de uma rainha soberana e poderosa, visto que, ao lado de Oxalá, também está bastante ligada a criação e na mitologia yorubá ocupar a posição de mãe de todos os Orixás – a grande Matriarca.  É a senhora de todas as obrigações de cabeça e oboris.  Rege também a fase da gestação até o nascimento da criança.  A Yemanjá pode ser ofertado cocadas brancas, eboya, arroz branco com camarão seco, claras em neve, frutas claras, peixes (tais como sioba e corvina, p. ex.) e também o manjar e etc.
Yansã é a senhora dos bambuzais, das ventanias, dos redemoinhos das tempestades.  Yabá muito ligada ao elementos fogo e ar.  Yansã representa a sensualidade, a sexualidade, o prazer, a boa risada, a gargalhada sincera e a alegria vibrante.  A energia da sensualidade que emana desta yabá vem pelos caminhos do desejo ardente e incontrolável.  Tanto que nas lendas africanas, Yansã foi esposa de vários orixás (Obaluayê, Ossain, Ogun, Oxossi, Xangô) isso não só para representar a inquietude regida por ela mas também para mostrar que o elemento AR está presente em vários lugares da natureza e necessário a eles (o vento é necessário para a procriação das plantas, multiplicação das florestas, para alimentar o fogo, por exemplo etc.).  Yansã representa a mulher que antes de ir a luta beija os filhos com carinho e chegando nos campos de batalha não deixa a bravura sufocar a sua feminilidade e sensualidade.  Em suas comidas votivas não pode faltar dendê, sendo o acarajé seu prato mais ofertado.  Também aceita frutas diversas.  Também aceita o abará (papa de feijão fradinho em folha de bananeira cozida em banho maria).  Suas cores principais são o vermelho e o coral, também sendo em algumas casas o rosa e o amarelo.
Nanã Buruquê é a senhora dos pântanos, alagadiços e manguezais.  É a mais velha das Yabás muito ligada aos mistérios da criação.  Segundo lendas, Nanã participou da criação do mundo junto a Oxalá, emprestando-lhe o barro para a confecção do ser humano, fazendo –lhe jurar que ao final da vida de cada um deles que ele devolvesse o seu “barro sagrado” novamente, daí a sua saudação: Saluba Nanã Buruquê (Retornaremos ou nos refugiaremos em Nanã Buruquê).  Yabá muito ligada a vida e a morte, tão quanto Obaluayê, rege a ancestralidade, a tudo o que é antigo e arcaico.  Rege o que não precisa ser mudado por já funcionar (representa “o modernizar pra quê?”) - ex.: uma moringa de barro ao invéz de uma jarra metálica ou uma escama de pirarucu (usada no mundo indígena para o corte de animais e hortaliças ao invés da moderna faca de aço -.  Nanã é contrário a modernidades e barulheira.  Representa o silêncio, a meditação o aconselhamento e a sabedoria dos mais antigos.  Representa os idosos e sua sabedoria acumulada pela experiência.  Suas cores são o branco e o lilás, ou também o azul cobalto.  Gosta de efó, omolocum de feijão branco, água mineral, beterraba e berinjela preparadas devidamente.  Também aceita frutas.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Frutas dos Orixás


      As frutas são muito utilizadas em oferendas aos Orixás e Entidades e possuem alto valor a nível de energia. Representam beleza, encanto, também guardam os embriões de uma nova planta, possuem diversos aromas, diversos sabores e não são processadas, são oferecidas in natura, trazendo para o terreiro um pedacinho da natureza sagrada.
      Cada raiz possui uma diferente associação das frutas aos seus respectivos Orixás, mas vamos descrever aqui as mais comuns, afinal sendo partículas da natureza, todas elas são bem aceitas pelas vibrações dos Orixás em seus trabalhos de manipulação e distribuição de energia.


OXALÁ - Coco verde, melão, uvas verdes, pêras, maracujá.

IEMANJÁ - Uvas verdes, mamão, pêra, melancia.

OXUM - Melão, pêssego, maçãs.

IANSÃ - Manga rosa, uvas avermelhadas, ameixas e pitangas.

NANÃ -  Abiu roxo, uvas moscatel, ameixas e figos.

OGUN - Manga espada, mamão e abacate.

OXOSSE - Todas as frutas, especialmente caju e goiabas.

XANGÔ - Fruta de conde, morango e maçãs.

OBALUAYÊ - Bananas da terra, sapoti, kwi, graviolas, maracujá.




MESA DE OXALÁ


Filhos e amigos da Irmandade Umbandista Luz de Aruanda:

No próximo dia 28 faremos a nossa sessão de encerramento com a Mesa de Oxalá, onde nos reunimos para agradecer ao Grande Mestre pelo bom ano que tivemos e para clamarmos pela paz. Antes deste ritual teremos ainda, no mesmo dia, uma corrente com os Ciganos.
Aviso aos médiuns: podem trazer os objetos de trabalho dos ciganos, porém os mesmos trabalharão de branco e não usarão de bebida alcóolica.
Nossas obrigações votivas serão com frutas, pães, incensos e flores brancas. Por tanto cada médium deverá trazer frutas relativas aos seus Orixás, flores brancas e um pão bonito para a mesa.

Pedimos aos filhos também que tragam uma lembrancinha unissex simbólica no valor de R$ 7,00 para fazermos o amigo oculto na hora. 

Aos nossos amigos visitantes, pedimos que neste dia em especial venham vestidos de branco e querendo tragam também frutas relativas aos seus Orixás e flores.

A sessão terá início às 18 horas e previsão de término às 22:30.
No próximo post escreverei sobre frutas relacionadas a cada Orixá cultuado na Umbanda.
Um Feliz Ano Novo a todos e que Pai Oxalá possa ter misericórida de todos nós.... Meu saravá na lei!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ORAÇÃO A ZÉ PELINTRA

 
Esta é uma prece antiga, muito utilizada pelos nortistas e nordestinos, conhecedores dos cultos de catimbó, onde Sr Zé Pelintra é um grande mestre. Gostaria de compartilhar com todos.
 
Salve Deus Pai criador de todo o Universo.

Salve Oxalá Força Divina do Amor, exemplo vivo de abnegação e carinho.

Bendito seja o Senhor do Bonfim.

Salve Zé Pelintra, mensageiro de Luz, guia e protetor de todos aqueles que em nome de Jesus Cristo, praticam a caridade.

Dai-nos Zé Pelintra, o sentimento suave que se chama misericórdia,

Dai-nos o bom conselho,

Dai-nos apoio, instrução espiritual que necessitamos,

Para dar aos nossos inimigos,

O amor e a misericórdia, que lhe devemos pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Para que todos os homens sejam felizes na terra,

e possam viver sem amarguras,

sem lágrimas e sem ódios.

Tomai-nos Zé Pelintra sob vossa proteção,

desviai-nos dos espíritos atrasados e obsessores,

enviados por nossos inimigos encarnados e desencarnados e pelo poder das trevas.

Iluminai nosso espírito,

nossa alma,

nossa inteligência

e nosso coração abrazando-nos na chama do vosso amor por nosso Pai Oxalá.

Valei-nos Zé Pelintra nesta necessidade,

concede-nos a graça do vosso auxílio junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo,

em favor deste pedido ( faz-se o pedido ).

E que Deus nosso Senhor em sua infinita misericórdia,

nos cubra de bênçãos e aumente a vossa luz e vossa força,

Para que mais e mais possa espalhar sobre a terra a caridade de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Obs: reza-se 1 PAI NOSSO, 1 AVE MARIA, 1 SALVE RAINHA, oferecendo à Zé Pelintra ou como novena às sextas-feiras, com uma vela acesa para ele.

Saravá Seu Zé Pelintra.

MALANDROS E MALANDRAS NA UMBANDA


       
       Os Malandros e Malandras trabalham na umbanda nas giras de Exus, mas não são considerados Exus por muitos estudiosos dentro da religião. São entidades mais comuns nos terreiros do Rio de Janeiro, representando os boêmios, homens e mulheres que viveram a alegria dos bons tempos da Lapa carioca, dos cabarés, bares, entre outros lugares físicos. São chefiados pelo Sr Zé Pelintra e trabalham para qualquer tipo de causa quando seus consulentes lhe conquistam a amizade. Vamos conhecer um pouco mais desta falange, além do que os pontos cantados nos revelam.

         Malandros são considerados entidades de linha livre que trabalham nas giras de Exus pela maioria dos zeladores. A maioria dos zeladores não consideram malandros como Exus pelo fato dos Exus terem um tempo muito maior de evolução e de magia, por terem desencarnado há muito mais tempo e por serem coroados dentro das linhas de trabalho da Umbanda. Mas os Exus com certeza trabalham com estas entidades, coordenando e se servindo da liberdade e agilidade que o povo da malandragem traz. Trabalham com certeza irmanados em prol da evolução de suas falanges e dos seus filhos de fé. Os Malandros e Malandras cultivam valores como a fidelidade, a lealdade, a camaradagem e a amizade; quando amigos compram qualquer briga justa de seus protegidos.

         Por esbanjarem alegria são queridos sempre dentro dos terreiros. A maioria das entidades que trabalham nesta falange gosta de cerveja e de petiscos que relembram os tempos da boêmia. Assim como os Exus, trabalham com cigarros ou charutos e bebidas alcoólicas, com intuito de facilitar o trabalho, utilizando as propriedades voláteis do álcool e usando o fumo como defumador. As cores variam de acordo com a linha a qual são ligados, porém a maioria utiliza vermelho e branco.

         Há de se ter muita responsabilidade dentro desta gira, pois pessoas sem instrução evocam estes espíritos como vagabundos, prostitutas e marginais. Acabam dessa forma trazendo para dentro da gira falanges de kiumbas e zombeteiros que trarão efeitos contrários aos trabalhos. Por isso há a necessidade de se selecionar os pontos a serem cantados, a maioria deles foi composto por pessoas de pouco entendimento espiritual. A bebida também é algo que deve ser controlado dentro destas sessões, bem como em todas as sessões de Exus. Muitos médiuns mistificam através da bebida seu inconsciente. Exu e Malandros bebem o necessário para a realização dos trabalhos, não o necessário para embriagar ou prejudicar o corpo do médium. Da mesma forma os fumos dentro das giras não são tragados, são utilizados apenas como defumadores.

         Sr Zé Pelintra é uma entidade de muita luz e que no Rio de Janeiro trabalha na falange dos Malandros. Seu culto teve origem nos catimbós do norte e nordeste do Brasil, sendo absorvido posteriormente pela umbanda. Sr Zé dentro do catimbó é um Mestre Juremeiro, que traz o poder da cura, dos conselhos, gosta também de bebidas, danças e da presença das mulheres. No Rio, onde a cultura do samba é a mais disseminada dentre os Malandros da época, a falange de Sr Zé também absorveu esta cultura; mesmo por que vários espíritos passaram a integrar esta falange se apresentando com o mesmo nome de Zé Pelintra. Os nomes dos Malandros são variados de acordo com seus lugares de origem ou atuação: Zé Pretinho, Zé Malandro, Zé do Morro, Zé Da Lapa, Camisa Verde, Camisa Preta, Zé da Estrada, Zé da Esquina, Zé do Cais, Malandrinho, Zé Malandrinho, Rosa do Cabaré, Maria Navalha, Maria Rosa, Rosa da Lapa, Maria do Cais, Maria Homem, entre tantos outros. Vale destacar que Maria Navalha e Maria do Cais tanto se apresentam como Malandras, trabalhando numa linhagem mais livre, mais descontraída, como também como Pombagiras, realizando e desfazendo trabalhos mais densos e aceitando as mesmas oferendas das mesmas.

         Estes espíritos trazem os encantos da noite, a magia da música, da dança, da alegria, dos amores impossíveis, da elegância da época em que viveram; descarregando assim o ambiente onde trabalham e deixando a alegria no coração dos que neles têm fé. Alguns consideram Zé Pelintra como egun de Luz, já que o mesmo não é Exu, por isso muitos terreiros homenageiam Sr Zé próximo ao dia dos finados. A I.U.L.A entende esta falange como uma falange encantada e de espíritos que trabalham sob ordenanças de Exus coroados, homenageamos os Malandros nas proximidades do dia 20 de novembro, por representar o dia da consciência negra, um dia de consciência em prol de tudo que a raiz negra nos trouxe de importante, como a cultura, o samba, a fé, lembrando que estas entidades quando vivas eram discriminadas também.

         As oferendas para os Malandros variam entre sardinhas fritas, farofa de carne seca, petiscos, churrasco, camarões, cravos para os homens e rosas para as entidades femininas. Uma boa magia para se conseguir um verdadeiro amor nos caminhos de Maria Navalha, uma dama protetora dos amores impossíveis é feita com:

um padê de mel com 7 rosas vermelhas, com uma carta de baralho da figura do rei de copas no meio da oferenda, acompanhado de bebida fina e uma vela de 7 horas vermelha. As demais cartas circundarão o trabalho e após três dias, as rosas irão compor um bom banho do rosto para baixo e o rei de copas será envolvido em um saquinho de cetim vermelho que deverá andar com a mulher sempre. O padê com as demais cartas será despachado. Deve ser feito em lua nova. Esta mesma magia pode ser feita por homens, mas será entregue a Zé Pelintra, a carta do meio do padê será a dama de copas e as flores serão cravos vermelhos. Quando se é encontrado o amor a entidade deverá ser presenteada novamente e o patuá com a carta será oferecido, pedindo a Maria Navalha(mulheres) ou a Sr Zé(homens) que este amor traga felicidade e agradecendo a graça.

         Devemos lembrar que toda magia depende do ingrediente principal que é a fé, através da mentalização. Outro adendo importante é o fato de que só devemos recorrer as magias se tivermos a real necessidade das mesmas, para que não haja arrependimentos.

         Outra magia na linha dos malandros, mas para a prosperidade é oferecer ao Malandro Zé do Cais na beira de uma praia ou próximo a um cais:

Um padê de dendê com sardinhas fritas, camarões fritos, oito dados e oito moedas antigas, acompanhados de cerveja, velas azuis e brancas. Mentalizar o pedido segurando uma das moedas e um dos dados, deixar a oferenda e trazer a moeda e o dado, com os quais será feito um patuá num saquinho azul. Deve ser feito numa lua crescente.